domingo, 28 de setembro de 2008

GANHE O LIVRO "O MASSACRE", DE ERIC NEPOMUCENO


O CLICK de hoje oferece a você um exemplar do livro "O Massacre", redigido pelo escritor e jornalista Eric Nepomuceno e com fotos de Sebastião Salgado. A publicação, lançada em 2007, é uma cortesia da Editora Planeta e aborda o que aconteceu em Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996. Coloque a cabeça para funcionar e torça para ser escolhido como o autor da resposta mais criativa à pergunta abaixo!



QUAIS AS QUALIDADES QUE UM FOTÓGRAFO DEVE TER PARA MANTER O EQUILÍBRIO E FAZER UM BOM REGISTRO AO TRABALHAR EM ZONAS DE CONFLITO SOCIAL E EM MANIFESTAÇÕES POPULARES?


Se você sabe como é complicado estar na "linha de frente" e fazer um bom trabalho num momento de tensão, não perca tempo e deixe sua resposta por meio dos Comentários deste post. Serão válidas as respostas postadas até as 17 horas do dia 05 de outubro.

Participe e boa sorte!

A

13 comentários:

Beto Godoy disse...

Acredito que determinação, domínio do medo, conhecimento do terreno e da causa, além de um domínio do idioma local...rs.
Bem, mas isso é o que "acho", que um fotógrafo necessite na linha de frente, mas a única artilharia e manifestação que participei até o momento foram alguns encontros fotográficos. Miras e disparos pra todos os lados.
Tudo bem...
Obrigado pelo espaço.

Mr Marcinho disse...

O traquejo no manejo do tempo , ter conhecimento sobre identidade, a causalidade e a liberdade com um certo mimetismo. Com estes elementos sem os quais toda e qualquer atividade humana deixa de ser reconhecível; e o fotografo não pode estar alheio ao seu instinto na atmosfera do real de por exemplo, captar um detalhe aparentemente "irrelevante" (o que é de fato uma das grandes convenções instintivas) e a elaboração do foco-realismo da foto. E mostrar se rápido demais em decidir qual detalhe é relevante e qual outro não é, o resultado pode ser de "efeitos" do realismo e um efeito de estilo.

graphe disse...

Quando se está numa área de conflito pronto para trabalhar o principal é saber o que você quer mostrar para aqueles que não estão ali, você tem que pensar naqueles que vão receber a informação visual que você vai produzir... o que você quer transmitir? ódio? amor? insatisfação? violência? tragédia? após definir sua própria visão do assunto click... click muito... a melhor foto pode estar onde você menos espera.

Átila Naddeo disse...

O fotógrafo está ali profissionalmente, obedecendo uma pauta e "obrigado" a trazer um retrato da realidade à sua volta. Quanto mais engajamento, conhecimento e relação pessoal com a situação, mais esse retrato poderá transmitir o clima do fato para o observador. Portanto,é preciso ser profissional sem perder o envolvimento e a relação pessoal com o evento. Respeitar, respeitar muito o "humano" na frente da objetiva. Se armar de coragem e de boas lentes.

Edson Ramos disse...

Com tantos conflitos pelo mundo afora, existem inúmeros "Robert Capa" anônimos. Então uma das principais qualidades de um fotógrafo linha de frente é não ter medo de estar perto, mas é claro que sempre tomando cuidado pra mão pisar em nenhuma "mina".

Miguel disse...

Eu como fotógrafo que cubro futebol, ja passei por inúmeros e diversos conflitos entre torcidas tanto de um próprio time (estas que por sua vez são rachadas em diversas facções), como torcidas rivais. Nesses casos acabamos sempre ficando atrás do cordão policial, mais por segurança e por precaucação, tanto por parte de se defender de objetos lançados pelos torcedores como por bombas lançadas pela polícia para dispersão. Em outros casos, não se tem muito o que fazer, nem ficar atrás do cordão policial como dos torcedores, pois apesar de sempre procurar o melhor lugar, nunca se sabe de onde virão os torcedores, porém como ja cobrindo a bastante tempo esse conflito, "hoje ja se sabe o horário a qual ira acontecer uma briga", pois acabam sempre sendo nos mesmos lugares e as mesmas torcidas, não sei se marcam ou se uma vem acompanhando a outra para estes conflitos "marcados".
No final, ja vi fotógrafos se machucarem e até serem levados para hospital por estes conflitos.
O mais normal nestes é o uso do gás lacrimogenio, nestes casos nao se tem o que fazer, ou vc fotografa ou vc fotografa, nao deixando de fazer o que ja começou, o "estrago" vc vai ver depois, seus olhos vermelhos, lacrimejando, mas nada que agua nao ajude a diminuir.
Finalizando, talvez nao seja o risco ou o local onde vc se posiciona, mas vc saber o que vai e como vai cobrir o conflito.
Abs,
Miguel Schincariol
www.flickr.com/miguelschincariol

Alexandre disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alexandre disse...

O fotógrafo deve conheçer bem o local, ser seguro na hora que tiver batendo as fotos.
Respeitar muito o "humano" na frente da objetiva e mostrar para as pessoas que estão ao seu redor que isso que você está fazendo é um trabalho profissional levado a sério.

Brígida disse...

Galera, o concurso foi prorrogado até às 17 horas do dia 12 de outubro!

Continuem participando!

deborah disse...

Deve ter, antes de tudo, segurança naquilo que faz e interesse pelo que está atrás da cena. É preciso conhecer a realidade dos conflitos sociais para saber retratá-los da forma mais fiel possível.

Anônimo disse...

testes

Fer Forato disse...

Acredito que tranquilidade seja importante, mas mais que isso, respeito pela causa, movimento, conflito que o fotógrafo se envolveu. Nem sempre se poderá fotografar movimentos relacionados com suas causas e ideologias pessoais, mas conhecer e respeitar a situação que está registrando é de suma importância, inclusive para não se produzir uma visão esteriotipada ou simplesmente algo frio, pensemos que por trás de todo movimento social, luta, conflito existem pessoas, histórias, sentimentos...
beijos!!!!

Patrícia Cosme disse...

O ganhador deste livro foi o Átila. A Informação não foi postada à época, por isto informo agora a todos os interessados.

Patrícia Cosme